Precisamos falar sobre Mara Dyer

A loucura colossal que Michelle Hodkin criou em três volumes. O que poderia ser mais um livro YA (Young Adult), mais uma trilogia para encher as estantes, mais uma adolescente tentando encontrar seu eu e vivendo dificuldades. Essa é a primeira a visão que se tem ao começar a leitura, mas logo mergulhamos na desconstrução de uma menina normal, para alguma coisa louca e psicótica.

PrecisamosA Desconstrução de Mara Dyer falar sobre Mara, ou melhor, eu preciso desabafar sobre Mara. Sobre como a escuridão é tratada como algo bom. Sobre como os vilões são os heróis de suas próprias historias. Isso pode até ser uma resenha, porem de toda a saga, uma resenha sobre toda a historia, toda a ideia de quem é Mara Dyer.

Trexo

No meio de tantas historias falando sobre a mesma coisa, o bem vencendo o mal, temos aqui uma sombra se aceitando como sombra e aceitando os sacrifícios que tem de fazer por ser quem é. Ela aprende  que não pode ser nada alem do que se deve ser. De um modo reduzido, me identifiquei. Confesso que vibrei um pouco em cada assassinato que era cometido. Cada ataque de loucura, Michelle não me decepcionou, os três volumes temos a loucura intrínseca de Mara, e a fidelidade com sua personalidade. Atitudes e falas fieis aos pensamentos e personalidades de cada um.

You must wear enough armor so that no one can see or touch you. It isn’t your fault. It’snothing you did. You cannot change who you are, any more than you can change black eyes to blue. You can only accept it. If you fight yourself, you will lose, and fighting leaves scars. But you will survive them.— The Retribution of Mara Dyear

Eu confesso que ri. Imaginei como Mara se encaixaria no twitter, com seu humor acido e sua língua sem freio. Eu a via como um ser humano, com escuridão e princípios dentro de si, coisa um pouco rara em livros YA.

Os pereonagens secundarios são muito bem modelados, apesar de algumas falhas e furos na história. Veja bem, não digo em momento algum que é a história mais magnífica do mundo. O que se destaca nos livros são os personagens e suas peculiaridades, não somente Mara, masmas sua família e amigos. Como o gay-judeu-negro Jamie. Que me surpreendeu muito no final.

E também teve o romancezinho indispensável com um toque de “Você vai ama-lo até a ruína”. Foi meio secundário ao meu ver, o que apreciei muito. Noah Shaw é a luz,  um perfeito badboy de livros juvenis, um companheiro idealizado para a psicótica Mara, que fez muita gente se apaixonar pelo seu jeitinho namorado-apaixonado-perfeito. Se não contarmos o jeito como ele foi estereotipado como belo, rico, inteligente, sedutor e etc. Ele foi um personagem muito bom, um menino sensível e depressivo que se mostrou um bom amigo e fiel. Nada alem do esperado apesar de tudo.

 ‘This was the boy I loved. A little bit messy. A little bit ruined. A beautiful disaster. Just like me.’ — Michelle Hodkin

Espero que vire um filme um dia, um filme macabro e bizarro como é o livro. Um filme sobre as trevas de um ser humano, e aceitação do que se é. Não algo fiel ao livro, pois o livro deixou muitas lacunas, mas de uma nova forma de filme jovem adulto. Porque todo mundo é meio louco, alguns apenas sabem esconder melhor.


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2 pensamentos sobre “Precisamos falar sobre Mara Dyer

  1. Esse livro…ESSE LIVRO!

    Amei seus comentários construtivos e sem apoilers, e senti o entusiasmo que te moveu a falar sobre Mara. Sem dúvida seu blog é um dos melhores que já encontrei.

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