A Freira Assassina – Resenha Perdão Mortal

large (1)Um convento de freiras assassinas, uma duquesa ameaçada, uma disputa politica do ano de 1485, um bastardo que faria tudo para proteger sua irmã e a filha da morte. Isso é o que você vai encontrar no primeiro livro da série “O clã das Freiras Assassinas”.

– Você não pode esperar que uma rainha lave as próprias roupas ou amarre o próprio vestido. Ela tem suas damas de companhia para isso. É a mesma coisa conosco: nós servimos como damas de companhia de Mortain. Quando guiadas por Sua vontade, matar é um sacramento.”

Essa obra conta a vida de Ismae, em primeira pessoa ela narra como foi passar de uma mera menina excluída e humilhada de um camponês bruto para uma filha da própria morte, com habilidades notáveis de todos os tipos de artes mortais. Dotada com poderes singulares, Ismae consegue pressentir a morte, ser imune a qualquer tipo de veneno e se curar mais rápido do que os outros humanos.

“Se você decidir ficar, você será treinada em suas artes. Vai aprender mais maneiras de matar um homem do que imaginou ser possível. Vamos treiná-la a ser furtiva e astuta e desenvolver todo tipo de habilidade que assegure que nenhum homem jamais volte a ser um ameaça para você”giphy (47)

Isso, pois sua mãe se deitou com a morte em carne e a concebeu.

“Eu tinha uma grande mancha vermelha  que ia do ombro esquerdo até o quadril direito,
uma trilha deixada pelo veneno que minha mãe usou para tentar me expelir de seu útero.
Segundo a curandeira, não foi milagre eu ter sobrevivido, mas um sinal de que tinha sido gerada pelo próprio Deus da Morte.”

Mas o foco da historia é a realidade e os conflitos de uma bretanha em 1400, uma duquesa criança de 12 anos que acaba de perder seu pai está a merce de barões que disputam por sua mão. Enviada para proteger a duquesa e consequentemente seu pais e suas crenças a noviça do convento mais peculiar que provavelmente irá ouvir falar é enviada.

largeUma historia inteligente e perspicaz, nos mostra quase que fielmente a vida daquela época e as terríveis  disputas que um reino pode se submeter. Traição e manipulação são tratadas de forma clara nessa longa historia, assim como politica e reinado. E apesar do esperado a leitura não pena no cérebro ou nos faz se cansar.

A obra de Robin LaFevers é boa, mas não perfeita. É um ótimo primeiro livro de série, os outros dois embora foram lançados nos EUA ainda não foram publicados pela editora V&R Brasil. E tem como objetivo narrar individualmente uma historia diferente. O que me cativa grandemente. Ou seja a historia é grande a linha temporal é longa, mas a autora o faz caber em 408 paginas de 1 só livro.

Os personagens são bem trabalhados, são vários, mas depois de adquirir o ritmo do livro vai se acostumar. É inteligente, uma ótima leitura de passa tempo, que vai enriquecer e lhe ensinar uma ou duas coisas sobre a morte.

“Pois a morte não é assustadora, nem má, nem impiedosa, é simplesmente a morte.”

O crescimento de Ismae é notável, suas atitudes são bem pensadas e não imaturas para a idade, o peso depositado por suas costas é grande mas ela acaba se mostrando capaz de suportar e lidar com mortes que cometeu, o que ganhou pontos no conceito do livro. Pois quando necessário ela mata e honra o titulo da série. Seu romance com visconde Duval é simples e não tem um peso grande na historia, é gostoso de ler o crescente amor entre os dois, mas não é tão simpatizante a ponto de tirar o foco do enredo principal.

Por fim, se simpatiza e se envolve em contos e historias medievais, entre de cabeça nesse romance.

CAPA-Perdão-MortalInformações técnicas: Resenha Perdão Mortal

Titulo: Perdão Mortal, O Clã das Freiras Assassinas # 1
Autor: Robin LaFevers
Ano: 2015
Páginas: 408
Editora: V&R Editoras Brasil
Sinopse: Por que ser uma ovelha, quando você pode ser o lobo? Ismae Rienne, dezessete anos, escapa da brutalidade de um casamento arranjado no santuário do convento de São Mortain, onde as irmãs ainda servem deuses antigos. Lá ela aprende que o deus da Morte abençoou-a com perigosos dons e um violento destino. Se ela optar por ficar no convento, será treinada como uma assassina e servirá a Morte. Para reclamar sua nova vida, deve destruir a vida de outros. A mais importante atribuição de Ismae leva-a direto para o tribunal superior da Bretanha—onde se encontra terrivelmente sob preparada não só para os jogos mortais de intriga e traição, mas pelas impossíveis escolhas que deve fazer. Como entregar a vingança da Morte em cima de um alvo que, contra sua vontade, roubou seu coração?

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