O Casal que Mora ao Lado

O livro de suspense policial que veio embrulhado em uma fralda, com cheirinho de bebê. Acho que é assim que vou me lembrar dele para o resto da minha vida, de tão inusitado que foi.
No intitulado “best seller internacional” Shari Lapena nos conduz a um tipico jantar de adultos na área suburbana de Nova Iorque, dois casais na faixa dos 30, bebendo vinho e falando bobagens.
Um deles é Marco e Anne, que ao voltar para sua casa que fica exatamente ao lado percebe que a filha de 6 meses sumiu sem deixar rastros, de dentro do berço onde dormia. Então o detetive Rasbach entra em cena, e vai usar sua inteligencia para ir a fundo descobrir o que aconteceu com a pequena Cora.

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Tudo é muito rápido aqui, não temos tempo para conhecer personagens e suas histórias, e acho que foi por esse motivo que eu engoli o livro em 24h exatas.
O livro todo tem a pegada “Garota no trem” suspense e pessoas fazendo cosias que você não espera que elas façam. Eu li de modo natural, sem ficar imaginando nem bolando ideias e teorias do que teria acontecido com a menininha. Apenas aproveitei a leitura como distração.
IMG_1023.jpgE para esse propósito a leitura foi perfeita. Não se arrastou, foi fluida e teve personagens intrigantes, apesar de não cativantes. Anne é uma mulher sensível e frágil, que depois de dar a luz viveu exclusivamente e inteiramente para cuidar de sua filha agitada. Marco por outro lado, ama muito sua família, porém sente a mudança em Anne nos meses que se seguiram e espera que tudo volte como era antes.
Não direi mais nada a respeito, porquê pode perder muito a graça da história que é descobrir os podres de cada personagem e como eles se desenrolam até o final.

Por isso é até um pouco surpreendente, não é inovador, não vai ficar na memória. Mas é ótimo entretenimento, vai te levar por uma história muito intrigante sem terror sem suspense, apenas motivado pela sua curiosidade de onde-diabos-está-o-bebê.
Não chega a 300 páginas, o que é muito bom. Pois tudo foi trabalhado na medida para seu próstio, sem diálogos e pensamentos muito arrastados. Apenas o essencial para o desenrolar da cronologia de amadurecimento dos personagens.IMG_1026.jpg

Uma cosia estranha mas que foi bem vinda para mim também, foi o fato de não termos noção nenhuma do passado do detetive. Apesar de termos ele como uma ancora na história, conduzindo os pensamentos e conclusões. Ele é um mistério total, não sabemos nada sobre ele nem suas motivações, somente o que tem haver com o caso. O que eu achei ótimo.

Para mim, livros como esse, com a pegada “episódios de CSI” tem que ser direto e intrigantes, sem firulas ou forçação de barra para nos fazer ter empatia por qualquer um dos envolvidos. Anne é insuportável algumas horas assim como todo o resto dos personagens, mas é totalmente compreensível porque tudo se passa em um momento de tensão extremo que faz com que a personalidades de cada individuo chegue ao limite, os fazendo dizer e fazer cosias muito bestas.

De modo geral então, caro leitor eu indico se você curte se divertir com um livro mediano sobre investigação com temas que envolvem: pessoas ricas, depressão, casal, maternidade e vida adulta no geral.

O Casal que Mora ao Lado

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